terça-feira, 8 de outubro de 2013

Asno-doméstico (Equus africanus asinus)

ZOOLOGIA - 174
CLASSE DOS MAMÍFEROS - 40
ORDEM PERISSODACTYLA - 3
FAMÍLIA EQUIDAE - 2
GÊNERO EQUUS - 2



ESPÉCIE: Asno-doméstico (Equus africanus asinus) - Linnaeus, 1758 [NE].

              O Asno-doméstico (Equus africanus asinus), também chamado de:
Asno;
Asno-doméstico;
Burro;
Jegue;
Jerico;
Jumento.
              É um mamífero perissodáctilo de tamanho médio, focinho e orelhas compridas, utilizado desde tempos pré-históricos como animal de carga. Os ancestrais selvagens dos asnos foram domesticados por volta de 5.000 a.C., praticamente ao mesmo tempo que os cavalos, e desde então tem sido utilizados pelos homens como animais de carga e montaria.

              No Brasil, o termo "burro" pode designar, não a espécie Equus africanus asinus, mas ao cruzamento entre essa espécie e a Equus ferus caballus (cavalo) quando resulta num animal de Gênero macho, aquilo que em Portugal se designa como "macho"; quando esse mesmo cruzamento resulta numa espécime fêmea, é designado como "burra" ou "asna".

              Os Asnos classificam-se dentro da ordem dos Perissodáctilos, e à família Equidae, à qual também pertencem os cavalos, pertencendo ambos a um único Gênero, os Equídeos (Equus).

Origens
              Sua origem está ligada a Abissínia, onde era conhecido como onagro ou burro selvagem. O burro é, desde tempos remotos, simultaneamente utilizado no meio rural para auxiliar nas tarefas agrícolas e para transporte.

              Há séculos que é feito o cruzamento entre Asno e Cavalo, de que resulta um híbrido denominado Muar ou Mu, com características de ambas as raças: robustez, capacidade de adaptação a caminhos acidentados e a meio ambiente adverso, docilidade; pernas mais longas e, portanto, maior velocidade, maior facilidade de treino.

Etimologia 
              O nome "burro" veio do latim burrus, que quer dizer vermelho. Acredita-se que foi daí que surgiu a crença de que burros são pouco inteligentes, pois, antigamente, os dicionários tinham capas vermelhas, dando a ideia de que os burros eram sedentos de saber. Outra história diz que numa moeda antiga tinha a imagem de um rei com uma cabeça enorme que não era esperto, que se associou com a cabeça resistente do burro. Porém, também pode ter surgido da lenda grega do rei Midas, que foi tolo ao ponto de contradizer a irrevogável palavra do deus Apolo, que foi castigado pelo deus, recebendo orelhas de burro.

              A origem do termo "Jegue" é controversa, mas segundo algumas fontes tem origem no termo inglês jackass. Jackass foi formado de duas palavras: (1) jack, aqui servindo apenas para indicar o sexo masculino do animal (Jack é apelido ou diminutivo de John e serve para designar um homem qualquer); (2) ass, burro.

Ofensa
              Em Portugal, tal como no Brasil, chamar burro a alguém é uma ofensa. Um indivíduo burro é um indivíduo pouco inteligente, estúpido, teimoso, ignorante, com pouco entendimento, sem conhecimento geral nem criatividade.

              No Brasil, é famosa a expressão ideia de Jerico, sendo "Jerico" um regionalismo para burro, também usado em Portugal.

Raça Autóctone Portuguesa
              Burro de Miranda
              Referências na literatura 
              O antigo convívio com a espécie humana traz uma grande número de referências culturais na literatura e no folclore popular. As Fábulas de Esopo usam a figura do burrinho para representar os humildes. Apuleio tem uma obra intitulada O Asno de Ouro.

              Foi por muito tempo o símbolo da ignorância, como em "Sonhos de Uma Noite de Verão", de Shakespeare. Pinóquio é outro exemplo de fábula onde um menino mau é transformado num burrico.

              Aparece diversas vezes na iconografia cristã, como na fuga para o Egito e no Domingo de Ramos, quando Jesus entrou em Jerusalém montado em um Asno.

Fotos: 11.












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