sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014

Coruja-das-torres (Tyto alba)

ZOOLOGIA - 298
CLASSE DAS AVES - 185
ORDEM STRIGIFORMES - 2
FAMÍLIA TYTONIDAE - 1
GÊNERO TYTO - 1


ESPÉCIE: Coruja-das-torres (Tyto alba) - Scopoli, 1769 [LC].

              A Coruja-das-torres é uma espécie que pertence a Família Tytonidae. 

Nomes Populares
               É também conhecida pelos nomes de: 
  • Coruja-branca
  • Coruja-católica,
  • Coruja-da-igreja,
  • Coruja-das-torres, <<<
  • Rasga-mortalha.
Distribuição Geográfica
               Habitam em diversos lugares do mundo, em geral, em todos os continentes exceto a Antártica, gostam de lugares abertos e de climas que variam de temperados aos tropicais.

               É uma das aves com maior distribuição no planeta. Habita todos os continentes com exceção da Antártida.


Descrição
               Mede cerca de 25 a 45 centímetros de comprimento, com uma envergadura de cerca de 75 a 110 centímetros. A forma da cauda é uma maneira de distinguir a Coruja-das-torres de verdade, quando vista em voo, como os movimentos são oscilantes e abrir das pernas balançando as penas. O rosto com a sua forma peculiar e os olhos negros dão à ave voando, uma aparência estranha e surpreendente, a crista de penas acima do bico se assemelha a um nariz.

               Seu peso varia de 250 a 700 gramas, sendo as fêmeas geralmente 25% maiores que os machos. Podem viver até 10 anos em ambiente selvagem, e a Coruja-das-torres mais velha conhecida vivia em cativeiro na Inglaterra e já havia completado 25 anos quando deixou de por ovos. É uma ave de médio porte, com cores castanho-claro e manchas pretas nas costas e parte de trás da cabeça, além de pequenas e finas manchas pretas ou marrom escuras espalhadas por todo o corpo exceto na parte interna das asas (parte "de baixo"). Seu peito, e toda parte inferior do corpo, tal como a área interna das asas são de cor branca, podendo também apresentar-se na cor branco-acinzentado ou branco amarelado. A plumagem é suave e densa, com delicadas extremidades nas asas para abafar o som produzido pelas mesmas ao se moverem. As asas são redondas nas bordas e tem curvatura bastante suave, medem em média 107 centímetros em membros adultos. As linhas lacrimais seguem dos olhos até o bico. O bico tem forma de gancho para dilacerar carne. O pescoço tem área de "giro" de 270° para compensar o fato de seus olhos serem imóveis, elas costumam balançar a cabeça da esquerda para a direita quando estão curiosas ou analisando o ambiente, pois assim elas aumentam a área que visualização e podem visualizar as imagens tridimensionalmente. A cauda é utilizada como estabilizador durante o bote. As pernas longas e poderosas amortecem o impacto das aterrizagens e estão cobertas de penas brancas até o tarso, onde geralmente não há abundância de penas. Os ouvidos assimétricos permitem localizar as presas no escuro pois sua capacidade auditiva lhe permite diferenciar o tempo que o som chega em cada ouvido, os grandes discos faciais atuam como uma antena nesse complexo sistema auditivo, recolhendo sons o canalizando-os para os ouvidos.

Tem excelente visão noturna. Possui a capacidade de distinguir na escuridão a uma altura de 10 metros qualquer coisa que se movimente no solo. Possui a visão cem vezes melhor que a dos homens e necessita de apenas 10 por cento da luz que o olho humano usa para distinguir alguma coisa. Isso pode ser explicado por ela ter olhos enormes em relação ao seu tamanho, e a forma alongada (ao contrário do esférico sistema ótico humano) se alarga em direção à retina, abrindo espaço entre a pupila e o cristalino.

Hábitos
               É uma ave naturalmente noturna e, frequentemente, apresenta alguma atividade crepuscular. A Coruja-das-torres é encontrado em atividade durante o dia e estão geralmente famintos ou buscando alimento para sua ninhada. Permanecem durante o dia em fendas e em árvores, cavidades de rochedos, forros ou sótão de casas, torres de igreja etc. Costumam banhar-se em poças de água e pequenos córregos. Seu voo extremamente silencioso dá-se devido à sua adaptação a caças noturnas: sua aproximação não é identificada pela presa, que é facilmente capturada. São encontradas solitárias ou aos pares. Geralmente são sedentárias, não saindo de uma região depois de instaladas. O seu território possui um raio de 7.400 metros, em média.

Vocalização
               A sua vocalização é um grito rouco, que se assemelha ao ruído de tecido sendo rasgado. Apresenta um piar agudo quando se fere ou machuca, que também é vocalizado repetidas vezes para o acasalamento. Se surpreendida no seu esconderijo ou empoleirada, começa então a repetidas vezes reproduzir um som de estalar, chocando sua língua ao bico. As crias emitem um som de pedido como de um ressonar ruidoso.

Alimentação
               As corujas-das-torres são animais noturnos altamente dotados para caçar pequenas avesinvertebrados, roedores, pequenos lagartosanfíbios. A sua principal ferramenta de caça é a sua aguçada audição que lhes permite ouvir sons e definir a posição da presa na escuridão total. Voam baixo, assim elas escutam os movimentos de suas presas e podem identificar facilmente os obstáculos próximos pelo eco de seu quase inaudível bater de asas. A coruja posiciona as pernas para a frente e esticando as suas garras afiadas, posicionando 3 garras para frente e uma para trás para apanhar as suas presas. Os invertebrados elas costumam comer vivos e inteiros, enquanto que pequenos vertebrados são mortos por asfixia, apertando forte as garras contra o peito deles. Suas presas são geralmente engolidas inteiras, presas muito grandes são desmembradas ou então arrancando pequenos pedaços e comendo-os, também não é raro encontrar, a Coruja-das-torres que normalmente, comem presas pequenas por partes ou arrancando pequenos pedaços, antes de engolir o resto da presa de uma única vez, acredita-se que façam isso para saborear a carne e o sangue, aparentemente a bílis não lhe é desagradável, apesar do forte odor, esse raro hábito alimentar já foi identificado em algumas Coruja-das-torres em cativeiro, que possuídas por falcoeiros brasileiros. Cerca de 8 a 10 horas mais tarde, elas regurgitam uma única pelota de material que não conseguiu digerir, essa pelota úmida e preta (chamada de cast ou pellet em inglês) geralmente contém coisas como ossos, dentes, restos de carapaça de invertebrados, penas e pelos. Também é comum a Coruja-das-torres, nunca beberem água, retirando todo o líquido de que necessitam da carne que consomem.

Reprodução
               Quando as Corujas-das-torres acasalam, tornam-se parceiros para a vida toda. Se reproduzem pelo menos 1 vez ao ano em qualquer época, definido apenas pela quantidade de comida disponível em seu território. O macho inicia a corte chamando a fêmea, ele faz um voo de exibição, incluindo fortes batidas de asas. O par usa como ninho geralmente os mesmos locais que já usavam anteriormente. A fêmea põe os ovos em uma cavidade escura e incuba-os. Cada ovo é posto com 2 ou 3 dias de diferença para que choquem em tempos diferentes. Os progenitores estão sempre caçando em turnos, evitando deixar a prole sozinha, quando isso ocorre a chance de que seus filhotes sejam atacados por corvos ou outros predadores é grande. As crias mais velhas são alimentadas primeiro e por vezes as mais novas morrem de fome, as mais velhas comem então as suas irmãs já mortas, assegurando a sua sobrevivência. As Corujas-das-torres ganham peso até o quinto ou sexto mês de vida, quando começam a gradualmente perder peso e reduzir seu apetite, chegando então à fase adulta.

               Elas nidifica em quintas, montes, moinhos, celeiros, ruínas e igrejas, e mesmo em grandes povoações. Evitando normalmente florestas, particularmente resinosas.

Habitat
               A espécie está associada a lugares abertos, como pastagens e terrenos agrícolas ou semi-abertos. Habita em cavernas, telhados de celeiros, prédios e em torres de igrejas, de onde leva um de seus nomes mais populares.

Subespécies
Figuram 35 subespécies no complexo Tyto alba:
  • Tyto alba alba
  • Tyto alba guttata
  • Tyto alba ernesti
  • Tyto alba affinis
  • Tyto alba schmitzi
  • Tyto alba gracilirostris
  • Tyto alba detorta
  • Tyto alba thomensis
  • Tyto alba hypermetra 
  • Tyto alba erlangeri
  • Tyto alba stertens
  • Tyto alba javanica
  • Tyto alba sumbaensis
  • Tyto alba delicatula
  • Tyto alba meeki
  • Tyto alba crassirostris
  • Tyto alba interposita
  • Tyto alba lulu 
  • Tyto alba pratincola
  • Tyto alba lucayana
  • Tyto alba furcata
  • Tyto alba glaucops
  • Tyto alba nigrescens
  • Tyto alba insularis
  • Tyto alba guatemalae
  • Tyto alba contempta
  • Tyto alba subandeana 
  • Tyto alba hellmayri
  • Tyto alba bargei
  • Tyto alba tuidara
  • Tyto alba punctatissima
  • Tyto alba poensis
  • Tyto alba bondi
  • Tyto alba niveicauda
  • Tyto alba hauchecorni

Galeria: 50.


















































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