ZOOLOGIA - 298
CLASSE DAS AVES - 185
ORDEM STRIGIFORMES - 2
FAMÍLIA TYTONIDAE - 1
GÊNERO TYTO - 1
ESPÉCIE: Coruja-das-torres (Tyto alba) - Scopoli, 1769 [LC].
A Coruja-das-torres é uma espécie que pertence a Família Tytonidae.
Nomes Populares
É também conhecida pelos nomes de:
- Coruja-branca,
- Coruja-católica,
- Coruja-da-igreja,
- Coruja-das-torres, <<<
- Rasga-mortalha.
Distribuição Geográfica
Habitam em diversos lugares do mundo, em geral, em todos os continentes exceto a Antártica, gostam de lugares abertos e de climas que variam de temperados aos tropicais.
É uma das aves com maior distribuição no planeta. Habita todos os continentes com exceção da Antártida.
Descrição
Mede cerca de 25 a 45 centímetros de comprimento, com uma envergadura de cerca de 75 a 110 centímetros. A forma da cauda é uma maneira de distinguir a Coruja-das-torres de verdade, quando vista em voo, como os movimentos são oscilantes e abrir das pernas balançando as penas. O rosto com a sua forma peculiar e os olhos negros dão à ave voando, uma aparência estranha e surpreendente, a crista de penas acima do bico se assemelha a um nariz.
Seu peso varia de 250 a 700 gramas, sendo as fêmeas geralmente 25% maiores que os machos. Podem viver até 10 anos em ambiente selvagem, e a Coruja-das-torres mais velha conhecida vivia em cativeiro na Inglaterra e já havia completado 25 anos quando deixou de por ovos. É uma ave de médio porte, com cores castanho-claro e manchas pretas nas costas e parte de trás da cabeça, além de pequenas e finas manchas pretas ou marrom escuras espalhadas por todo o corpo exceto na parte interna das asas (parte "de baixo"). Seu peito, e toda parte inferior do corpo, tal como a área interna das asas são de cor branca, podendo também apresentar-se na cor branco-acinzentado ou branco amarelado. A plumagem é suave e densa, com delicadas extremidades nas asas para abafar o som produzido pelas mesmas ao se moverem. As asas são redondas nas bordas e tem curvatura bastante suave, medem em média 107 centímetros em membros adultos. As linhas lacrimais seguem dos olhos até o bico. O bico tem forma de gancho para dilacerar carne. O pescoço tem área de "giro" de 270° para compensar o fato de seus olhos serem imóveis, elas costumam balançar a cabeça da esquerda para a direita quando estão curiosas ou analisando o ambiente, pois assim elas aumentam a área que visualização e podem visualizar as imagens tridimensionalmente. A cauda é utilizada como estabilizador durante o bote. As pernas longas e poderosas amortecem o impacto das aterrizagens e estão cobertas de penas brancas até o tarso, onde geralmente não há abundância de penas. Os ouvidos assimétricos permitem localizar as presas no escuro pois sua capacidade auditiva lhe permite diferenciar o tempo que o som chega em cada ouvido, os grandes discos faciais atuam como uma antena nesse complexo sistema auditivo, recolhendo sons o canalizando-os para os ouvidos.
Tem excelente visão noturna. Possui a capacidade de distinguir na escuridão a uma altura de 10 metros qualquer coisa que se movimente no solo. Possui a visão cem vezes melhor que a dos homens e necessita de apenas 10 por cento da luz que o olho humano usa para distinguir alguma coisa. Isso pode ser explicado por ela ter olhos enormes em relação ao seu tamanho, e a forma alongada (ao contrário do esférico sistema ótico humano) se alarga em direção à retina, abrindo espaço entre a pupila e o cristalino.
Hábitos
É uma ave naturalmente noturna e, frequentemente, apresenta alguma atividade crepuscular. A Coruja-das-torres é encontrado em atividade durante o dia e estão geralmente famintos ou buscando alimento para sua ninhada. Permanecem durante o dia em fendas e em árvores, cavidades de rochedos, forros ou sótão de casas, torres de igreja etc. Costumam banhar-se em poças de água e pequenos córregos. Seu voo extremamente silencioso dá-se devido à sua adaptação a caças noturnas: sua aproximação não é identificada pela presa, que é facilmente capturada. São encontradas solitárias ou aos pares. Geralmente são sedentárias, não saindo de uma região depois de instaladas. O seu território possui um raio de 7.400 metros, em média.
Vocalização
A sua vocalização é um grito rouco, que se assemelha ao ruído de tecido sendo rasgado. Apresenta um piar agudo quando se fere ou machuca, que também é vocalizado repetidas vezes para o acasalamento. Se surpreendida no seu esconderijo ou empoleirada, começa então a repetidas vezes reproduzir um som de estalar, chocando sua língua ao bico. As crias emitem um som de pedido como de um ressonar ruidoso.
Alimentação
As corujas-das-torres são animais noturnos altamente dotados para caçar pequenas
aves,
invertebrados,
roedores, pequenos
lagartos e
anfíbios. A sua principal ferramenta de caça é a sua aguçada audição que lhes permite ouvir sons e definir a posição da presa na escuridão total. Voam baixo, assim elas escutam os movimentos de suas presas e podem identificar facilmente os obstáculos próximos pelo eco de seu quase inaudível bater de asas. A coruja posiciona as pernas para a frente e esticando as suas garras afiadas, posicionando 3 garras para frente e uma para trás para apanhar as suas presas. Os invertebrados elas costumam comer vivos e inteiros, enquanto que pequenos vertebrados são mortos por asfixia, apertando forte as garras contra o peito deles. Suas presas são geralmente engolidas inteiras, presas muito grandes são desmembradas ou então arrancando pequenos pedaços e comendo-os, também não é raro encontrar, a Coruja-das-torres que normalmente, comem presas pequenas por partes ou arrancando pequenos pedaços, antes de engolir o resto da presa de uma única vez, acredita-se que façam isso para saborear a carne e o sangue, aparentemente a bílis não lhe é desagradável, apesar do forte odor, esse raro hábito alimentar já foi identificado em algumas Coruja-das-torres em cativeiro, que possuídas por falcoeiros brasileiros. Cerca de 8 a 10 horas mais tarde, elas regurgitam uma única pelota de material que não conseguiu digerir, essa pelota úmida e preta (chamada de cast ou pellet em inglês) geralmente contém coisas como ossos, dentes, restos de carapaça de invertebrados, penas e pelos. Também é comum a Coruja-das-torres, nunca beberem água, retirando todo o líquido de que necessitam da carne que consomem.
Reprodução
Quando as Corujas-das-torres acasalam, tornam-se parceiros para a vida toda. Se reproduzem pelo menos 1 vez ao ano em qualquer época, definido apenas pela quantidade de comida disponível em seu território. O macho inicia a corte chamando a fêmea, ele faz um voo de exibição, incluindo fortes batidas de asas. O par usa como ninho geralmente os mesmos locais que já usavam anteriormente. A fêmea põe os ovos em uma cavidade escura e incuba-os. Cada ovo é posto com 2 ou 3 dias de diferença para que choquem em tempos diferentes. Os progenitores estão sempre caçando em turnos, evitando deixar a prole sozinha, quando isso ocorre a chance de que seus filhotes sejam atacados por corvos ou outros predadores é grande. As crias mais velhas são alimentadas primeiro e por vezes as mais novas morrem de fome, as mais velhas comem então as suas irmãs já mortas, assegurando a sua sobrevivência. As Corujas-das-torres ganham peso até o quinto ou sexto mês de vida, quando começam a gradualmente perder peso e reduzir seu apetite, chegando então à fase adulta.
Elas nidifica em quintas, montes, moinhos, celeiros, ruínas e igrejas, e mesmo em grandes povoações. Evitando normalmente florestas, particularmente resinosas.
Habitat
A espécie está associada a lugares abertos, como pastagens e terrenos agrícolas ou semi-abertos. Habita em cavernas, telhados de celeiros, prédios e em torres de igrejas, de onde leva um de seus nomes mais populares.
Subespécies
Figuram 35 subespécies no complexo Tyto alba:
- Tyto alba alba
Tyto alba guttata
Tyto alba ernesti
Tyto alba affinis
Tyto alba schmitzi
Tyto alba gracilirostris
Tyto alba detorta
Tyto alba thomensis
Tyto alba hypermetra
Tyto alba erlangeri
Tyto alba stertens
Tyto alba javanica
Tyto alba sumbaensis
Tyto alba delicatula
Tyto alba meeki
Tyto alba crassirostris
Tyto alba interposita
Tyto alba lulu
Tyto alba pratincola
Tyto alba lucayana
Tyto alba furcata
Tyto alba glaucops
Tyto alba nigrescens
Tyto alba insularis
Tyto alba guatemalae
Tyto alba contempta
Tyto alba subandeana
Tyto alba hellmayri
Tyto alba bargei
Tyto alba tuidara
Tyto alba punctatissima
Tyto alba poensis
Tyto alba bondi
Tyto alba niveicauda
- Tyto alba hauchecorni
Galeria: 50.